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Guardar sementes é guardar futuro



 A sabedoria ancestral por trás da prática de guardar, cultivar e trocar sementes crioulas nas comunidades rurais.

Assinado por: AfroLab°Rural

Publicado em: 06 de agosto de 2025Fonte principal: Articulação Nacional de Agroecologia (ANA)

Você já ouviu falar em sementes crioulas?

Elas são diferentes das sementes que a gente compra em pacotes padronizados nas lojas. São sementes guardadas, cultivadas e melhoradas ao longo de gerações por agricultoras e agricultores familiares — sem modificação genética e sem dependência de agrotóxicos.

Mais do que uma prática agrícola, guardar sementes é uma forma de preservar a cultura, a soberania alimentar e a memória de um povo.


Por que isso importa?

Porque as sementes crioulas são:

  • Adaptadas ao clima local

  • Mais resistentes a pragas naturalmente

  • Mais nutritivas

  • Patrimônio coletivo, não propriedade privada

  • E, principalmente: uma forma de autonomia frente à indústria agroquímica

Em tempos em que grandes corporações controlam o mercado de sementes e tentam até patentear a vida, guardar uma semente crioula é um ato de rebeldia amorosa e de proteção da biodiversidade.


Mulheres negras rurais: guardiãs da vida

Nas comunidades negras e tradicionais, são as mulheres que cuidam das sementes, fazem as trocas, selecionam as melhores, preparam a terra e garantem a continuidade da lavoura. É um saber que passa de mãe pra filha, de tia pra sobrinha, junto com os cantos, os modos de plantar e as histórias do lugar.

Na prática, guardar sementes é também guardar autonomia, identidade e força coletiva.


O que o AfroLab°Rural tem feito?

Nos nossos cursos e oficinas, temos reforçado a importância de:

  • Criar e manter bancos comunitários de sementes

  • Incentivar trocas entre mulheres rurais

  • Resgatar saberes tradicionais de cultivo

  • E documentar o conhecimento que vive na oralidade

Porque cada semente que brota, carrega dentro dela o sonho de um futuro com mais justiça, comida limpa e pertencimento.


Fonte principal: Articulação Nacional de Agroecologia – ANA

Leituras complementares:

  • Catálogo da Rede Sementes do Semiárido

  • Documentário: “Sementes: mulheres pretas no poder”

  • Livro: “Agroecologia e Feminismo” – SOF/ANA

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